quarta-feira, 23 de maio de 2012

Paradigmas

Paradigma é um exemplo, modelo, referência ou rumo a ser seguido. É uma matriz disciplinar que sustenta uma concepção de mundo numa determinada época.
O paradigma no mundo atual apresenta como problema o fato de nos impedir de mudar, a falta de revisão das informações que herdamos sem contestar. Eles nos influenciam de forma imperceptível, seja na família, escola, religião, ambiente de trabalho, amigos e sociedade. Os paradigmas são benéficos, por nos passarem o conhecimento desde as antigas gerações, e são maléficos por nos passar informações que raramente revisamos e que aceitamos como verdades incontestáveis. Eles podem ser classificados como paradigma científico, modelo proveniente um de conhecimento prudente, e paradigma social, a referência de uma vida decente.
De maneira larga podemos afirmar que o paradigma moderno, hoje em crise, começou a tomar vulto com o italiano Galileu quando fez os primeiros experimentos que deram origem à racionalidade cientificista que temos atualmente. Imediatamente, na Filosofia, soma com Galileu o francês Descartes e Francis Bacon na Inglaterra. Antes deste modelo, a matrizdisciplinar ocidental era da Teologia no período da Idade Média que remetia ao transcendente e à metafísica a explicação de tudo. As ideias que presidem à observação e à experimentação são as ideias claras e simples a partir das quais se pode ascender a um conhecimento mais profundo e rigoroso da natureza. Essas ideias são as ideias matemáticas. A matemática fornece à ciência moderna, não só o instrumento privilegiado de análise, como também a lógica da investigação, como ainda o modelo de representação da própria estrutura da matéria. Para Galileu, o livro da natureza está inscrito em caracteres geométricos e Einstein não pensa de modo diferente. Com a mudança de paradigmas, o conceito das múltiplas inteligências abre- nos perspectivas na medida em que nós seres humanos somos vistos como diferentes uns dos outros, com interesses diversos e com capacidades e habilidades também não iguais e variadas. O ser humano visto nesta perspectiva está sempre em formação e deve se formar e se educar de maneira com que todas as suas dimensões humanas sejam valorizadas e não apenas uma única dimensão chamada intelecto. Assim, essa sensibilidade às diferenças individuais e este compromisso com a formação do ser humano em suas múltiplas dimensões é uma competência que deve ser desenvolvida nos educadores para que os mesmos tenham condições de desenvolver espaços de aprendizagem e oportunidades que contemplem esses aspectos e possibilitem desenvolve-las em seus aprendizes.

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